Café
Génesis da Infusão Negra
O café como o chá, o vinho, a cerveja, e quase todos o s outros alimentos tem numerosas lendas que narram a sua origem
Segundo a lenda, um pastor abisínio da província de Kaffa descobriu o café ao ver como as suas cabras ingeriam uma baga milagrosa que as mantinha em vigília durante horas.
Até ao século XVII, o café cultivou-se no Yemen e nas antiplanícies da África Oriental e foi monopólio dos árabes. Por esta razão, Linneo denominou esta variedade de “coffea arábica”, para distingui-lo da “coffea canephora” – ou robusta -, café este das zonas da África Central, mais amargo e de inferior qualidade.
Nos finais do século XVII, os holandeses entusiasmaram-se com a planta arábica e levaram-na até às Índias Orientais, a Java e à Papoa Nova Guiné.
No princípio do século XVIII, ofereceram uma planta de café ao Rei Sol que ordenou que os seus botânicos a plantassem no “Jardin du Roy”, no palácio de Versalhes. A partir daqui, numa viagem rocambolesca, os franceses fizeram com que a planta chegasse à ilha Martinica, a partir da qual se propagou às Ilhas do Caribe e ao Continente Americano.
Foi, portanto, este “coffea arábica”, o café viajante, o mais acarinhado e legendário. As Arábicas, dependendo da forma de tratamento, podem ser “não lavados” – ou naturais – como o Brasil, e “lavados” – ou suaves – os denominados “cafés de altura” como os da Colômbia, Costa Rica e tantos outros.
Os “Arábicas lavados” são os cafés de maior qualidade, destacando-se pela ausência de travo amargo e pela sua fina acidez.
Destes, ocupam um lugar privilegiado aqueles que na nova cultura de café se chamam GOURMET. São cafés de origem e plantação especiais, dos quais se conseguiu, assim como nos vinhos, sabores e perfumes únicos.